ADVERTISEMENT
2 /3 FREE ARTICLES LEFT THIS MONTH Remaining
Chemistry matters. Join us to get the news you need.

If you have an ACS member number, please enter it here so we can link this account to your membership. (optional)

ACS values your privacy. By submitting your information, you are gaining access to C&EN and subscribing to our weekly newsletter. We use the information you provide to make your reading experience better, and we will never sell your data to third party members.

ENJOY UNLIMITED ACCES TO C&EN

Reproducibility

Esforço para reproduzir ensaios brasileiros de pesquisa terão início

Ensaios direcionados incluem amplificação de mRNA e avaliação da viabilidade celular

by Dalmeet Singh Chawla, special to C&EN
April 3, 2019 | APPEARED IN VOLUME 97, ISSUE 14

 

Um projeto com o objetivo de reproduzir dezenas de ensaios bioquímicos originalmente conduzidos no Brasil deve começar nesse mês.

O projeto, chamado de Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade, planeja replicar entre 60 e 100 ensaios. A iniciativa já conta com mais de 60 laboratórios brasileiros, com cada laboratório programado para reproduzir de três a seis ensaios cada.

O esforço será concentrado inicialmente em três métodos laboratoriais: a reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa, que é usada para amplificar o RNA mensageiro; o ensaio MTT, um ensaio colorimétrico usado para avaliar a viabilidade celular; e o labirinto “mais elevado”, um ensaio comportamental usado para medir a ansiedade em roedores. Dependendo do financiamento, os pesquisadores também podem considerar a repetição de ensaios com técnica de western blotting e imuno-histoquímica. A iniciativa é financiada pelo Instituto Serrapilheira, uma fundação privada sem fins lucrativos criada em 2016.

Diferentemente dos esforços anteriores de reprodutibilidade em outros lugares, os pesquisadores que realizam os ensaios de replicação no Brasil não saberão de quais estudos os protocolos se originam até o final do processo, diz Olavo Amaral, bioquímico médico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderando o projeto.

Para eliminar preconceitos, “ocultar é sempre saudável”, diz Amaral à C&EN. Ele observa, no entanto, que os cientistas encarregados de repetir ensaios podem descobrir as fontes. A comunidade acadêmica brasileira é pequena e os replicadores podem já ter lido os estudos originais ou ser capazes de encontrá-los com um pouco de investigação, diz ele.

Nos últimos anos, os recursos federais disponíveis para pesquisadores no Brasil foram reduzidos substancialmente. “É um momento difícil para a ciência no Brasil”, observa Amaral. Acredita que investir dinheiro na verificação da credibilidade da pesquisa é importante porque pode informar as políticas de financiamento.

“Eu tenho uma obrigação moral de fazer isso”, acrescenta. “O Brasil tem financiado minha pesquisa por muito tempo e esse é um projeto importante para o país.”

Amaral e seus colegas acreditam que os primeiros resultados do projeto serão anunciados em 2021.


Essas traduções são parte da colaboração entre C&EN e a Sociedade Brasileira de Química. A versão original (em inglês) deste artigo está disponível aqui.


Advertisement
X

Article:

This article has been sent to the following recipient:

Leave A Comment

*Required to comment